A dança da alegria

A dança da alegria - CA Ribeiro Neto

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Do Desenho Urbano à Sombra das Árvores 2/11

Continuando o conto 'Do desenho urbano à sombra das árvores', eis o segundo capítulo. Ver o primeiro logo abaixo desse.

II

Mário chega no trabalho meio atrasado, leva uma bronca do seu chefe – Sr. Vieira era legal muito de vez em quando – e depois vai para sua mesa.

Ser auxiliar de um advogado não era muito fácil, mas sempre havia tempos livres, o que Mário utilizava para fazer algum trabalho do curso de Direito.

Justamente nesse dia havia trabalho desde cedo. Começou a se concentrar no trabalho, mas depois de quinze minutos resolveu olhar no celular, as horas que faltavam pro almoço. Celular? Celular? Cadê o celular? A primeira coisa que vem à cabeça é roubo, mas não houve situação para que isso acontecesse.

Viu que seu chefe estava ocupado e saiu atrás de um orelhão para ligar pro seu celular.

Tocou uma vez, duas, alguém atendeu no meio da terceira. Uma voz feminina, que parecia já ter escutado antes, a mais linda que já escutou:

- Alô?

- Alô! Eu gostaria de saber onde você encontrou esse celular.

- Ah! Ainda bem que você ligou! Eu estava sentada ao seu lado no ônibus, quando você deixou o celular cair e saiu correndo!

- Ah! obrigado então!

- Então, como faço para te entregar seu celular?

- Onde você está agora? Posso ir buscar na hora do almoço.

- Você conhece a praça Aristides Nogueira?

- Conheço sim, podemos marcar lá?

- Sim,sim, que horas?

- Doze e meia dá para você?

- Dá sim, até mais tarde.

- Até! E Obrigado.

C. A. Ribeiro Neto
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* Adoro fazer suspense...
* Vem novidade por aí...
* Paulo Henrique, o título sugere mudanças, elas virão sim. Quanto a haver técnica no coloquialismo, também é verdade. Esse conto é uma comédia muito leve, então ele pede uma leitura que faça o leitor relaxar. Não só a escolha do vocabulário, como também a pontuação e a inversão da visão do narrador são elementos dessa técnica.
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Carinhoso - Pixinguinha
Boa Sorte

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Do Desenho Urbano à Sombra das Árvores 1/11

Começa-se hoje o conto 'Do Desenho Urbano a Sombra das Árvores', um conto dividido em 11 capítulos. Ele envolve tudo que mais gosto de escrever: romance, comédia e política. Eu já tinha postado-o no meu antigo blog, então, quem me acompanhava desde aquele tempo, terá o prazer de revisá-lo e quem não conheceu, poderá agora!

Do desenho urbano à sombra das árvores


I

Mário, nos seus bem objetivos 30 anos, estava num ônibus, indo de casa para o trabalho, quase dormindo, atrapalhado pelas batidas da cabeça no vidro da janela. O cansaço tomava conta do seu corpo, afinal, trabalhar e estudar era complicado. Sua vida sempre foi sofrida e humilde, mas seus sonhos de um mundo melhor não deixavam ele desistir.

Marta, nas suas belas 23-27 primaveras, ia para a faculdade de ônibus porque seu carro estava na oficina. Ela estava no banco do corredor, ao lado de um cara que tentava dormir, olhou para ele e pensou: “Esse povo que senta na janela para dormir e não olha lá pra fora... aí atrapalha quem quer ver.

Sua incompreensão se deve, talvez, por ela não conhecer o que se passa com aquele rapaz. Sempre teve tudo que queria, pais ricos e sempre por perto. Marta tinha tudo pra ser uma daquelas meninas mimadas, mas não era, se preocupava com o mundo ao seu redor, mesmo parecendo não fazer parte dele. Lia tudo que encontrava sobre política e economia, e tinha suas posições sobre tudo bem formadas.

O celular de Mário vibra, está no modo silencioso, então a moça que está ao seu lado sente também a vibração do aparelho.

Marta, percebendo que o rapaz não acordara, chama-o, avisando que alguém estava ligando-lhe.

Mário acorda meio zonzo, tira o celular do bolso, mas antes de atender, o ônibus dá uma freada brusca, que faz o celular cair no chão. Só agora Mário acordou completamente, ele olha pela janela e grita:

- Pera, Motorista, já passou da minha parada!

E ele sai correndo desembestado e ainda tonto, tentando descer.

Marta iria enfim sentar-se na janela para olhar o desenho urbano, quando percebeu o celular daquele cara no chão. Pegou e guardou sem saber como devolver.


C. A. Ribeiro Neto
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* Sem tempo pra outras coisas
* Doces férias chegando!
* Sinto o APPLE ressurgir!
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Magrelinha - Luiz Melodia
Boa Sorte

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Insônia Avulsa

Chegamos ao final da série 'Pequenos Textos, Grandes Recados' com um texto que fiz especialmente para essa série. 'Insônia Avulsa' é a descrição de um momento, um momento que certamente todos já passamos. Ou vamos passar.


Insônia Avulsa


Preto. Teto. Celular. Nada. Hora: 2h 29 mim. Maldita insônia. Companheira fiel de quem quer ficar sozinho. Cachorro de guarda que afasta o sono de quem só quer um momento de fuga. Celular. Nada. Hora: 2h 30 mim. Opa! 2h 31 mim. Pulga que insiste em sugar seu sangue. Por mais que esperneie, ela está lá. Calor. Me levantar para beber água. Lembrei que minha garganta está presa. Nada passará. Celular. Nada. Hora: 2h 33 mim. Uma ligação, uma mensagem, nada. TV? Rádio? Sem saco. Celular. Nada.

Carlinhos Ribeiro.

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* Federalismo: eu gosto de ti.
* Na próxima semana começarei a postar aqui um conto grande que tenho, que fala de política, amor e comédia.
* Precisa de mais alguma coisa?

* Eu tou bem, e vocês?
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Punto - Jovanotti
Boa Sorte

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sem Sair de Sua Órbita

Penúltimo texto da série 'Pequenos Textos, Grandes Recados', Sem Sair de Sua Órbita nasceu sem intenção de ser um texto pequeno, mas quando eu terminei o primeiro estrofe, vi que ele já dizia tudo que eu queria dizer, então deixei dessa forma.

Sem sair de sua órbita

Você é o sonho realizado
De uma mente utópica.
Você é a sílaba forte
Do meu grito de vitória.
Você é a lua que protege a Terra
Sem sair de sua órbita.

C. A. Ribeiro Neto
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* Vem novidade por aí.
* Estou bastante pensativo em todas as áreas de minha vida.
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Fanatismo - Fagner
Boa Sorte

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Pranto, um santo remédio

Continuando a série Pequenos Textos, Grandes recados, chego na fase das inéditas. Os próximos e últimos 3 textos desta série são novos e que estão fazendo parte de um novo momento meu, bem diferente das minhas poesias mais antigas. 'Pranto, Um Santo Remédio' tentar dá um pouco de crédito ao choro.

Pranto, Um Santo Remédio


Chorar faz bem,
Mesmo sem razão de vir.
E se insistir em voltar,
É pra retomar o que faltou,
Seja amor ou saudade.
Na realidade, o pranto
É um santo remédio,
Um colégio do que não fazer,
é se entreter consigo mesmo,
Um desejo que muitos queriam ter.
Porque sofrer sem chorar
É batalhar sabendo que irá perder.

C. A. Ribeiro. Neto
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* Sem novidades mesmo.
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Mil Perdões - Chico Buarque
Boa Sorte

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Noivos

Bem, voltando à série Pequenos Textos, Grandes Recados, apresento uma encomenda que recebi. 'Noivos' foi um pedido de uma amiga, que queria colocar no convite de casamento uma poesia contando a história de como o casal se conheceu. Era necessário ser pequeno e meigo e acho que assim o fiz.


Noivos

Em uma viagem de carnaval,
Dois amigos não perceberam
Que unindo suas almas
Seu destino escreveram.


Nas ruas de Aracati,
Embaixo de muita chuva,
Se alicerçou um amor
Que até hoje perdura.

C. A. Ribeiro Neto
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* Como eu previ a seis meses atrás, Luizianne ganhou.
* Muito contente com os novos vereadores.
* De resto, tudo normal.
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Bandeira - Zeca Baleiro
Boa Sorte

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Análise Boca de Urna

Amigos, interrompo a série Pequenos Textos, Grandes Recados, tendo em vista a aproximação das eleições. Não vou explicar aqui, porque já explico no texto que fiz.

Estamos bem perto das eleições municipais de 2008, onde nosso futuro será decidido entre 9 candidatos. Como devem saber, estudo Política e Legislação e farei aqui uma análise dos candidatos da forma mais imparcial possível. Irei começar dos que tem menos chance, para os que mais tem chance de conseguir ser o próximo prefeito de Fortaleza.

Carlinhos, do PCB, é um cara legal, mas tem um discurso congelado. O comunismo não dá mais. Aguiar Júnior (obrigado, Fortaleza) é outro sem chance nenhuma. Com propostas loucas, virou o palhaço das eleições. Pastor Neto é outro, que se apóia na Igreja Evangélica, mas nem os evangélicos o apóia, sem falar que ele claramente administraria de forma tendenciosa.

Os candidatos medianos são (ou eram) 3. Adahil Barreto(PR) é um bom deputado, mas fez tudo de errado nessa campanha eleitoral. Centrou-se em seu padrinho político, Lúcio Alcântara, que aliás, não tem influência em Fortaleza; sua campanha tinha muita técnica de marketing, mas que não resultaram em nada, suas fotos pareciam de ilustração de livros didáticos de inglês; e sem falar que ele, não demonstra ser um político de articulação, se aliando a partido de direita conservadora.

Luiz Gastão desistiu da campanha, pelo PPS, devido a suspeitas de falcatruas, dizem as más línguas em superfaturamento de preços. Mas mesmo assim, o que o Presidente da Federação dos Comerciantes estará preocupado? Com a população, ou com quem sempre pagou seu salário? Com a desistência dele, o PPS lançou um outro candidato, mas nem sequer mostrou o rosto dele. Ou seja, nada.

Quanto a Renato Roseno, do PSOL, eu quero que prestem atenção, pois muitos dos meus leitores vão votar nele. Sinceramente, acho ele uma boa pessoa, e quem sabe, um bom político, digo “quem sabe” porque ele nunca foi nada politicamente. Ele é inteligente, tem um discurso interessante, não é simplesmente àquelas abobrinhas do PSTU e de outros do PSOL. Apesar de em momentos passados eu ter criticado a falta de experiência dele, o problema que enxergo não é esse. É que, se por um milagre, ele ganha essas eleições, o mesmo milagre com certeza não aconteceria no legislativo, pois é entre os vereadores que estão os caciques, que engolem muitos votos. Então, ele não conseguiria administrar Fortaleza com uma oposição na câmara dos vereadores de praticamente 100%. Pensem nisso.

Patricia Saboya (PDT), que segue os passos do ex-marido Ciro, ao desrespeitar o que se chama ideologia partidária. Ela tem tudo para ser uma grande política. Tem articulação, tem contatos, tem amizades importantes, tem pulso firme. Mas foi ela quem perdeu essas eleições. Não soube fazer oposição, ficou entrando em briguinhas que sabia que iria perder, como “quem o Lula está apoiando?”, ia falar de suas propostas, falando que iria continuar tudo da Luizianne, apenas melhorando, então que troca teríamos aí, se ela quer continuar o projeto da Luizianne? Não soube traçar estratégias (isso é tradição no PDT atual...), pois ela sabia que seu primeiro adversário era o Moroni, e não a Luizianne! Enfim, futuramente, podemos até ter Patricia como prefeita, mas não dessa vez.

Quanto ao Moroni, do DEM, vocês me desculpem, devo estar sendo parcial agora, mas não consigo ver ponto positivo nele. Propostas fraquíssimas, deixando muita margem para as não-realizações, atacando ações da atual prefeita que só fez se queimar mais. Hospital da Mulher é uma realização, lembrem-se que, as obras estão no começo, mas antes disso teve batalhas da prefeita. Ele já teve oportunidades como vice-governador, secretário de segurança do estado e deputado federal, em nenhuma dessas ele foi atuante. No seu período como secretário foi quando mais aumentou os casos de pistolagem. Ele já demonstrou ser demagogo, falso moralista, preconceituoso e sensacionalista. Nota mental: o partido dele é considerado ultra-conservador e tem suas origens no partido de apoio da Ditadura Militar (ARENA).

A atual prefeita, Luizianne Lins, do PT, fez um mandato regular, nem muito bom, nem muito ruim. Teve mais força e ousadia que todos os homens que passaram na mesma cadeira que ela; quebrou um sistema antigo de aumento de passagens de ônibus, quem pegava ônibus das antigas se lembra que tinhas uns dois aumentos por ano; aumentaram-se os empregos, enfim, não foi de todo ruim. Mas não foi de todo bom, ela deixou a desejar dois dos três pontos que acho mais importante: saúde e educação (o terceiro seria igualdade social). Não é que ela não tenha investido nessas áreas, mas é que, não acho que tenha sido de forma apropriada. Notas mentais: 1. Hospital da Mulher está de forma normal, não critiquem ela por isso; 2. O carnaval e o Reveillon de Fortaleza apenas tomou um novo rumo, o que antes era marginalizado e esquecido, hoje está organizado, bonito, e incentivando o turismo.

Bem, com tudo isso que eu disse, parece que não tem candidato bom. Nunca terá. O que devemos avaliar, é quais pontos negativos conseguimos suportar.

C. A. Ribeiro Neto

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* Sexta, no CH da UFC, às 19:30, Dourado e os Bonilas tocando!

* Meu voto vai para a Luizianne.

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ESCUTANDO NO MOMENTO: Samba que nem Rita adora - Seu Jorge

Boa Sorte