Mais um capítulo do conto de Mário e Marta, onde o amor deles se consagra em olhares, gestos e ações. Capítulos passados abaixo.
VII
Marta chegou primeiro ao barzinho, pediu, mais uma vez, um suco industrialmente fabricado, mas agora, acompanhado de uma dose de wodka.
Mário chegou pouco tempo depois. Foi se aproximando dela, rindo e apontando para a árvore em que a Marta estava embaixo. Eles se abraçam e começaram a conversar:
- Bela sombra você escolheu para nós!
- Acho que já nos especializamos nisso, hein?
(Risos de ambas as partes)- Se me permite, vou de cerveja! - Mário falou isso pensando na conta que, tecnicamente, ele iria pagar!
- Pode ficar à vontade! Faz tempo que coordena bandeirada?...
A conversa entre eles é íntima, por isso não cabe a nós entrarmos nesses detalhes. Vamos logo ao que interessa.
Depois de muita conversa e bebida, depois de uma mão ir no pescoço do outro, depois de vários olhares, eles de beijam.
Nesse exato momento, Mário descobre algo mais bonito que a voz de Marta, aquele beijo era mágico. Já Marta, conseguiu o que poucos humanos conseguem: não pensar em nada. Ou ela pensou que não estava pensando em nada? Ou ela pensou, estar pensando que não estava pensando em nada? Enfim, foi um momento diferente do normal.
Eles dois ficaram do melhor jeito que deveriam ficar: apenas ficaram e sem pensar em mais nada. Quando já estava bastante tarde, Mário quis ir embora, com medo de não ter mais ônibus, mas Marta insistiu em deixá-lo em casa. Era exatamente o que o destino esperava para selar esse amor. Eles acabaram dormindo juntos.
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* Tudo relax, tudo tranquilo, numa boa!
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ESCUTANDO NO MOMENTO: A menina dança - Novos Baianos, versão de Baque Lírico.
Boa Sorte