A dança da alegria

A dança da alegria - CA Ribeiro Neto

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Coisas boas pra se fazer em dia de chuva

Aqui no meu Ceará, e em todo o Nordeste, vem chovendo muito. Principalmente no interior, estamos sofrendo muito com enchentes e o excesso de chuva, o que deve nos preocupar bastante. Mas aqui na capital, existe um pensamento herdado lá do Sul, de que o bom mesmo é o sol. As pessoas preferem o calor, do que o tempo bom dos dias chuvosos. Então fiz essa poesia ontem, para lembrar estas pessoas as coisas boas de um dia de chuva.


Coisas boas pra se fazer em dia de chuva


Escrever,
Condição de existência
Desta poesia
E desde papel molhado.

Ler,
Como você pode perceber.
Livro, jornal, revista
Ou qualquer outra coisa
Que tenha letrinhas.

Fazer nada.
Dormir.
Domir de conchinha.
Fazer amor.
Dormir de conchinha
Depois de ter feito amor.
E fazer nada (ou amor)
Depois de ter dormido muito.

Ficar deitado numa rede,
Coberto com um lençol,
Segurando o nariz,
Devido ao frio
E pensar na vida,
Na vida do girassol
E na dos animais
Que vivem embaixo da terra.

Voltar pra casa a pé
Tirando os sapatos ou chinelos
Só pra sentir a água
Dos corredores de chuva.
E sorrir pras pessoas
Que você encontrar pelo caminho
E Que estão fazendo o mesmo que você.

Tomar banho.
Ficar sem camisa.
Tomar banho só pra depois
Ficar sem camisa
Ou pra colocar a camisa de frio.
E ficar sem camisa
pra tomar banho de chuva.
Reunir os amigos vizinhos,
Fazer barquinho de papel
E ver até onde dá pra gente ir.


Carlinhos Ribeiro

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* Essa é a maior poesia que já escrevi!
* Tá tudo bem, na medida do possível!
* Sem novidades!
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Beija-me - Orquestra Imperial - "Ai ai ai, que coisa boa, o beijinho do meu bem. Dito assim, parece àtoa, o feitiço que ele tem..."

PENSANDO NO MOMENTO: A coisa está braba no interior, vamos ajudar! Saudações à terra de meu amigo Marcos, Lavras da Mangabeira.

Boa Sorte

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Cenário das eleições municipais de Fortaleza em 2008

Dos meus leitores, apenas a Fau não é de Fortaleza, então ela é a única que tem o direito de não entender nada. Se você não é a Fau, entenda, ou procure entender!

Cenário das eleições municipais de Fortaleza em 2008



Em 2006, afirmei em meu blog passado, que aquelas eleições foram as mais vergonhosas desde a democracia. Pois vimos o PT apoiando um candidato que, apesar de ser do PSB, era totalmente ligado a oligarquia Tassista.

Como as eleições para Prefeito e Vereadores estão se aproximando, já começa-se a falar em nomes e coligações possíveis para a disputa em Outubro. Aí é que vem a situação alarmante. Comecemos pela candidata da situação.

A atual prefeita Luiziane Lins, do PT, com certeza deve ser candidata a reeleição. É certo que em seu mandato, ela fez muitas coisas por Fortaleza, que aliás, não chega nem aos pés do que o antigo prefeito Juraci Magalhães. No entanto, ela também deixou muito a desejar, saúde e educação estão paradas (e paradas numa péssima colocação), além de situações polêmicas desnecessárias.

Nesta última semana ela esteve em reunião com Eunício Oliveira – ex-ministro da Comunicação de Lula - com o objetivo de reafirmar a coligação com o PMDB. Na negociação, ficou afirmado ela como candidata da coligação, e ele, como candidato a Senador, em 2010. Não estou dizendo que isso é bom, ou ruim, o ruim mesmo é o que vem agora: os dois partidos estão comprometidos com a reeleição do Governador Cid Gomes também em 2010. E aí é que está, com PSB, PT, PMDB e PSDB na mesma coligação, certamente ele ganhará por W.O., por falta de oposição forte.

Pois bem, para disputar com Luiziane Lins, certamente terá o nome de Moroni Torgan do DEM (seria Democratas, ou Demo?), que está sumido, para não mostrar sua sujeira.

Outro nome que antes surgia como certo, não surgirá mais. Heitor Férrer, do PDT, não será candidato pelo seu partido, pois o partido resolveu levar o nome de outra pessoa: Patrícia Saboya (aquela mesma, ex-mulher de Ciro Gomes, que era do PSDB). O partido já acertou que ela será candidata do partido, e mais, não deixaram Heitor Férrer sair do PDT para ir pro PSOL, como ele tinha afirmado antes, alegando manter a unidade do partido. E o pior, estão falando em coligação com PSDB. Estão jogando a história de Leonel Brizola no lixo!

O PSDB certamente, deve apoiar alguém, e talvez a Patrícia mesmo, pois eles não têm mais nome forte para disputar. Tasso não deixará seu mandato de Senador, para ser Prefeito, e Lúcio Alcântara saiu de PSDB para ir pro PR. Chegaram a cogitar o nome de Fernando Hugo, um louco, que não fala nada com nada. Mas ele mesmo teve o discernimento de recusar a proposta.

PT, dentro da oligarquia. PMDB, se contentando em ser o terceiro partido de uma coligação, PSB vendido, esquecendo sua história. DEM, desses não se espera nada. PDT, jogando fora tudo que tinham. E PSDB, sem força para nada. Essas eleições vão ser uma fachada para a reeleição da atual Prefeita. O pior de tudo, é a pseudo-democracia instaurada no Ceará, onde o voto não está servindo de nada. Tudo está sendo resolvido nas reuniões particulares. Pra frente, Brasil!


Carlinhos Ribeiro
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* Se alguém quiser entender mais alguma coisa, ou saber de algum nome específico dito aqui, podem me procurar, perguntar, que responderei com o maior prazer!
* Desculpem se me exaltei em algum momento no texto, mas esse assunto mexe comigo!
* Apartir de hoje, no "Escutando no momento, colocarei um trecho da música, que merece ser refletida.
* Sem mais.
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Sina de Caboclo - Nara Leão, Zé Ketti, João do Vale - "... Ganho a vida na enxada/ o que eu ganho é dividido/ com quem não planta nada..."

PENSANDO NO MOMENTO: Ê democracia pai d'égua!

Boa Sorte

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Sempre o mesmo mar

Essa poesia, foi uma das que mais gostei de fazer. Não sei bem porque, mas ela me deu uma satisfação muito grande por ter feita. Mas estou postando-a hoje, pois minha amiga Gabriela Benigno se identificou muito com essa poesia, então eu a doei para ela como presente de aniversário (04/04). Agora esta poesia passa a ser em homenagem a ela.

Sempre o Mesmo Mar

O meu mundo é um oceano
Onde não sei navegar
Não sei para que lado ir
Nem aonde vou chegar
Pra todo lado que olho
Vejo apenas o mesmo mar
Calmo ou revolto
É sempre ele quem está lá

Me vem sempre uma saudade
Das águas de outras bandas
Águas que as senti
Verdes de esperança
Recordando-me assim
De toda a confiança
Que já depositei
Na volta da maré mansa

Confesso que já pensei
Nas mil maneiras de partir
Frio, cansaço, insolação
Ou simplesmente desistir,
Mas já parei com isso
Pois já sei como agir:
Nadar e esperar o futuro
Que o meu mar decidir

Carlinhos Ribeiro
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* Deixei o eMeloDia, por questão de escolhas de vida...
* Estudando (e odiando) o Fordismo.
* Para quem, estava com saudade dos meus desabafos políticos, aguardem a próxima quinta-feira!
* Hahahahaha! Coitados dos políticos que estarão em minha mão!!!!
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Muita Luz - Martinho da Vila

PENSANDO NO MOMENTO: O Ford é um fela da gaita...

Boa Sorte

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Aonde eu estava mesmo?

Minha mais nova amiga, Fau, escreveu em seu blog, algo parecido a esse texto meu (vide texto 'o que será' do blog http://imcompreendida.zip.net/
Então prometi que iria colocar o meu texto para homenagea-la.
Vamos ao texto.


Aonde eu estava mesmo?



Lá vem de novo essa vontade de chorar, mesmo sem ter lágrimas. Na verdade, o que sinto é solidão, e como sei que depois de chorar eu estarei melhor, espero-as. Elas não vêm.

Então continuo pensativo, inexpressivo e extremamente auto-crítico. Me chamo de chato. Sei que não sou, mas é como se eu procurasse nessa mentira, uma explicação convincente.

Explicação. Uma coisa que realmente estou procurando. Afinal, não acho normal ficar de cara fechada, sem saber o motivo. Aconteceram umas coisas sim, mas acho que não é o suficiente. Seria muita besteira ficar assim por causa de coincidências.

Mas será que coincidências existem mesmo? É a mesma dúvida da existência da sorte e do azar. Existe ou é invenção (besteira) da nossa mente (explicação convincente)?

Existência. Não, não vou pensar sobre isso. Razão de viver é o que eu menos tenho no momento. Não tou pensando em me matar. Mas sei que tou longe da verdade da vida.

Verdade... é difícil ser honesto num mundo hipócrita. Principalmente quando não temos certeza se estamos sendo sinceros conosco. Verdade seja dita. Ninguém lhe conhece 100%. Nem você.

Conhecer alguém é relativo. Posso me conhecer o suficiente para perceber que não me conheço totalmente. Besteira... O importante é que ninguém conhece ninguém, porque o ser humano é sempre imprevisível.

Perdi a concentração. Um senhor e duas crianças se divertem na minha frente, ao folhearem uma revista ridícula. É ridículo, mas eles estão se divertindo...

Aonde eu estava mesmo...? No ser humano sempre imprevisível... ridículo...

Aonde eu estava mesmo...? Na minha solidão.



.Carlinhos Guto Ribeiro.


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* Continuo sem novidades
* É sério, num é querendo esconder nada, não!
* Mas confesso que em breve, terá (tomara!)!

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ESCUTANDO NO MOMENTO: Ela me faz tão bem - Lulu Santos

PENSANDO NO MOMENTO: Tomara!

Boa Sorte

quinta-feira, 27 de março de 2008

O Assalto Social

Depois de três poesias, vamos lá mostrar agora uma prosa minha. 'Assalto Social' é uma história real, aconteceu mesmo comigo, e mais três amigos. E não aumentei nada, foi exatamente assim que aconteceu. Mas, eu acho que a gente deve sempre rir no final, então vamos rir um pouco deste acontecimento.

O Assalto Social


Ontem a noite fui roubado. Meu elemento temporal vai ser apenas “ontem” porque isso está tão comum, que sempre vai existir alguém roubado ontem. Mas foi um assalto curioso e engraçado, por isso não me agüentei e resolvi descrevê-lo.

Eu e Gurgel sempre fazemos esse trajeto porque estudamos num canto onde não há um único ônibus que passe lá e perto de casa ao mesmo tempo. Então sempre vamos andando ao ponto que passe um ônibus para casa.

Encontramos Rebeca e Romário, amigos que moram na mesma região, mas que sempre vão em vários ônibus e demoram mais de uma hora para chegar em casa, porque já foram assaltados antes na rua do fato que vou contar agora.

Eles não queriam ir com a gente, porque já tinham sido roubados ano passado e tal, mas eu e Gurgel insistimos, já que passávamos por ali todos os dias, e nada tinha acontecido, então eles acabaram nos acompanhando.

No meio do caminho, vem um carro em nossa direção, pára, desce dois homens, que logo em seguida se aproximam de nós, com um sorriso meio encabulado, dizendo:

Calma, calma! Vão parando aí, que isso é um assalto!

Na hora, eu nem pensei direito, e por isso não parei. Um deles se aproximou de mim e mostrou a arma que estava na calça, mas não fez movimento de pegá-la. Esse me revistou: sua mão direita foi no meu bolso esquerdo, que encontrou meu celular, o qual ele mesmo retirou do meu bolso; sua mão esquerda foi no meu bolso direito, onde estava a chave de casa e o mp3, mas ele não quis levar. Deixo bem claro que ele nem pegou na minha carteira, nem falou em dinheiro.

Eles também levaram o celular do Gurgel, mas não sei como foi o processo de roubo do aparelho. Da Rebeca não levaram nada. Do Romário, pegaram o vale transporte eletrônico, acho que pensaram ser um mp4, mas quando o larápio viu do que se tratava, jogou no chão dizendo:

Toma o passe-card!

Nisso, eles já estavam correndo de volta pro carro. No meio do caminho, um deles ainda gritou “Desculpa”.

Não fiquei com raiva, ou chateado. Não vou falar agora daquele papo besta de que eles são vítimas da sociedade desigual e do sistema excludente. Pobreza para mim, não é desculpa para assalto. Até porque eles tinham um carro, eles podiam muito bem fazer um carrinho de cachorro quente, vender roupa barata numa feira, ou qualquer outra coisa digna como essas que eu citei. Honestidade não é definido pelo status social.

Mas não fiquei com raiva, nem chateado, porque foi engraçado, poxa! Eles foram gentis com a gente! Pensem bem, eles chegaram nos acalmando; mostraram a arma, só porque eu não quis parar, e mesmo assim não fizeram gesto de usá-la; só levaram os celulares, que convenhamos, não é essencial; devolveram o passe-card, porque sabiam que era o meio do Romário voltar para casa; e pediram desculpas no final. Isso é um Assalto Social! Eles estão preocupados com suas vítimas! Pensei em pedir um cartão fidelidade, ou algo assim! Porque se é para ser assaltado de novo, eu quero que seja com eles!

Não há mais nada que eu possa fazer, ou falar. Só espero que eles vendam o meu celular para comprar comida, e não drogas, bebidas ou novas armas. Só assim, esse assalto a estudantes em um bairro tipicamente residencial faria mais sentido (sentido para assalto?).


.Carlinhos Ribeiro.

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* Sem novidades

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ESCUTANDO NO MOMENTO: Dove ho visto te - Jovanotti - Safari

PENSANDO NO MOMENTO: Neste "sem novidades"

Boa Sorte

quinta-feira, 20 de março de 2008

Morte

Ontem eu estava assistindo a minissérie 'Queridos Amigos' e uma cena chamou a minha atenção. O velório de Seu Alberto. Em determinado momento, seus amigos entram no recinto, tocando um samba antigo, muito bonito.
Eu já me identifico bastante com esta minissérie, pois há muitas semelhanças entre os personagens e os meus amigos mais próximos. Mas à partir desta cena, eu consegui terminar uma poesia que tinha começado a anos e nunca tinha terminado. Falo sobre a morte, mas não de forma como sempre fazem, e sim de forma interrogativa. Vejam.


MORTE

Morte
Um nome forte
Assusta que escuta
Implora quem não pode

Morte
Caso de azar ou sorte?
Me pergunto e não encontro
Algo que me conforte

Seria a nossa maior certeza?
Certeza tão incerta
De quando irá acontecer

E o luto não seria
Apenas egoísmo?
Se, teoricamente,
Iremos prum lugar
Melhor e mais bonito?

Mas no fundo, tanto faz
O que eu pensar.
Pois quando Ela chegar
Ah, eu vou chorar
Sim, chorar.

.Zeca do Riacho.
(Carlinhos Ribeiro)
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* Boa Páscoa para quem acredita!
* Bom feriado para quem não acredita!

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ESCUTANDO NO MOMENTO: Bijuterias - João Bosco - Tiro de Misericórdia
PENSANDO NO MOMENTO: Fazer um samba com jabuticabeira...

Boa Sorte

quinta-feira, 13 de março de 2008

Triângulo Louco

Junto com a poesia passada -triângulo triste- vem esta poesia -triângulo louco-.

Elas representam duas possibilidades de uma mesma situação. E elas duas juntas formam o que chamo de 'Ampulheta da Vida'.


Triângulo Louco


!

e

se de

repente

O triângulo

Se entendesse?

E começassem algo

Inusitado e feliz, como

Por exemplo, o Um ficando

Com os outros Dois! E esses Dois,

Gostando de estar com o Um. E mais,

Se esses Dois passarem a se gostar também!

Ah! Como descomplicaria esse triângulo amoroso!


.Carlinhos Ribeiro.

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* Sem mais, não há o que se esperar demais!
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Preciso aprender a ser só - Gilberto Gil - CD Gil Luminuso
PENSANDO NO MOMENTO: Nada de especial.

Boa Sorte