A dança da alegria

A dança da alegria - CA Ribeiro Neto

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Aflição

'Aflição' é uma poesia minha das mais antigas, com uma linguagem bem inocente e consciência poética mais ainda. O começo é muito bestinha, mas, acho, que o final vale a pena. Como música, começou sendo uma bossa-nova, mas em sua última versão no eMeloDia, atual Baque Lírico, era um samba, mas que começava com uma batida mais tecno. Antes que comecem a pedir, a única gravação que tenho é muito ruim e não vou passar não! Essa é a quarta poesia de um total de seis da série 'Músicas esperando músicos'.



AFLIÇÃO


Esta dúvida que me mata,
Que me arranca o coração.
O que eu mais queria saber
É se ela vai me querer ou não


Todo dia me pergunto
E não encontro a solução.
Se continuo a amá-la
Ou devo esquecer essa paixão.


Minha paixão pode ser correspondida
Ou pode ser loucura.
Fico olhando para o teto do meu quarto,
Esperando que a noite escura
Traga-me a resposta
Para livrar-me da tortura,
Que é amar na solidão
Nos braços da amargura.

CA Ribeiro Neto
--------------------------------

* Quanto ao post passado, 'Menina danada', ela não é uma referência a uma mulher não tão criança não. Fiz pensando em uma menininha mesmo.
* A experiência pluripartidarista de 45 a 64 nunca foi tão odiada por mim... maldito fichamento de 84 páginas que não acaba nunca!
* Texto meu, mais piegas que essa poesia, no blog www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
--------------------------------

ESCUTANDO NO MOMENTO: Inspiração - Pixinguinha
Boa Sorte

10 comentários:

Imcompreendida disse...

Bem piegas mesmo e bem adolescente essa poesia, Carlinhos...

você anda muito sentimental... tá apaixonado é? rsrs
um abraço,

Thiago César disse...

suspeito pra falar, mas preferia a primeira versão dessa música...
:P

Mehazael disse...

Cara, gostei mais da menina danada. hahaha
Aquele era duma inocência um pouco diferente. Essa parece escrita por alguém inocente, a outra parece ter sido proposital por um "poeta/autor" mais talentoso/habilidoso. Mas vá lá que ficou legal tb, to só sendo chato. aheuhaheeuheueha

Quanto ao português, eu achava q era difícil, até conhecer as outras. hauehauheuheeuha
A questão do shiritsu é que o "ristu" dos dois é o mesmo kanji (de "ficar em pé/estabelecer/etc"). O "shi" é que varia. O do privado, é o kanji de eu (o watashi das frases); e o de público é o de "cidade/mercado/etc". Se você trocar esses kanjis por país, por exemplo, vira "kokuritsu", que quer dizer "nacional". Quem sabe não escrevo mais sobre isso tb? (q é a minha intenção, como está escrito no post). hehehe

Abração.

ps: uma palavrinha muito boa de lembrar é "domo". Quer dizer qualquer coisa. Pode ser me desculpe, obrigado, meus pêsames, de nada, tchau, etc. Se não souber o que falar, manda um domo que não tem erro. hauheuaheuheuha

Domo!

Marcella disse...

Concordo que o menina danada tava melhor.
Talvez também porque eu acho que a poesia não combina em nada com o autor.
kkkkkkkkk

Vai que me enganei...

Marcella disse...

Será que se ama na solidão?

A moça da flor disse...

bueno...
não é sua melhor poesia de fato... mas num sei... letras de músicas dependendo do arranjo e da melodia ficam bacanas mesmo com letras um tanto bobinhas...

é...a noite nunca traz a resposta...

beijos

Paulo Henrique Passos disse...

Tá com a simplicidade e profundidade (a qual não é tão preofunda quanto os teus versos sem melodia) de uma música "simples".

Hermes disse...

Não entendo algumas coisas. Quem dera se a ingenuidade fosse encontrada só nos adolescentes. Engraçado como algumas pessoas acham tudo de sentimental ingênuo e bobo. Não achei esse poema ruim, e acho que serviu como um desabafo, ou então como uma simulação de quem quer se desabafar. Por isso que Brega é massa, admite os sentimentos elementares humanos sem essa pieguice de "conteúdo fraco e inocente." Bá, to chato hoje também.

Jeny Weber.' disse...

aah, eu gostei desse, mesmo. Talvez por já ter escrito tantas vezes sobre isso, ou porque meu lado sentimental sempre fala mais alto, só sei que eu adorei (: hsuahsauhsau

Le Babiot disse...

Ah, o fascínio da inocência, que o mundo faz questão de dar as costas, não-humilde, lhe foge aos olhos ser a possível resposta para as perguntas do solitário, que se faz por querer...falo por mim, preciso de mais simplicidade, cara, até que seja "vomitado" daqui, ou, enfim, bem aceito...