A dança da alegria

A dança da alegria - CA Ribeiro Neto

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Agora não tem mais desculpa

Última crônica que escrevi, 'Agora não tem mais desculpa' fala das possibilidades de se ler, aproveitando tempo não tão aproveitáveis! Fez muito sucesso com quem já leu, vamos ver se vocês gostam. A série 'O Recado está dado' tem mais 3 textos a serem postados e tem mais um de reserva, caso algo que espero realmente aconteça. Este só será postado se esse algo acontecer.


Agora não tem mais desculpa




Escrevo esta crônica para iniciar uma campanha. Muitas vezes, quando incentivo alguém a ler, dizem-me que não há tempo para isso. O mundo não dá tempo para leituras e é preciso correr atrás do “bendito” dinheiro para, quem sabe, passar uma vida comprando livros para se ler na aposentadoria – se a tiver.

Enquanto isso, as estantes ficam entupidas de livros apenas folheados, servindo, algumas vezes, como guardadores de dinheiro; de telefones que o(a) parceiro(a) não podem ver etc. Agora chega! Isso tudo é invenção de quem está arranjando desculpas, não para mim, mas para si. Quando se quer ler, arranja-se tempo de qualquer jeito. O que quero é que aproveitemos melhor os nosso horários. Vejam como não peço muito:

Quanto tempo você perde em engarrafamentos? Bastante, com certeza. Analisarei aqui dois tipos de transportes: o carro e o ônibus.

Na hipótese do carro, se você estiver acompanhado, dando carona a alguém, converse com a pessoa, deixe para ler num outro momento. Mas se você estiver sozinho, não é pra ler dirigindo, pelo amor de Deus! É pra ler nos sinais vermelhos, nos longos engarrafamentos. Nesse caso, é preciso, no entanto, uma leitura mais leve, que não atrapalhe sua atenção no trânsito. Um livro de contos ou crônicas. Até auto-ajuda serve.

Se você não possui automóvel e anda de ônibus, a dica seria mais ou menos a mesma, porém, avanço ainda mais. Se você não for dos mais desligados, pode ler já na parada de ônibus, enquanto a sua linha não vem. Se você é mais desligadão – aqui vale a autocrítica – é aconselhável não ler agora, para, assim, não deixar o busão passar. Dentro do transporte, todos sabem que ler com o veículo em movimento pode prejudicar a visão, mas se você consegue um assento, nada impede de você ler um livro nos engarrafamentos. Com essa cidade de trânsito caótico, é tempo de sobra. Aí cabe um livro um pouco mais complicado, contanto que não perca a noção espacial para não passar de seu destino. Contudo, se você não conseguir sentar-se, eu já não aconselho ler, pois dificultaria a sua sustentação – apesar de que eu já vi pessoas lendo em pé, nos ônibus, então, fica a seu critério. Aqui também só cabe a proposta se estiver desacompanhado, entre desconhecidos. Veja bem, não estou pedindo para se individualizar ainda mais. Perceberam que esse parágrafo é o maior de todos? É, muita prática, amigo...

Já vi pessoas lendo enquanto andam a pé, mas eu também deixo a critério de vocês. A possibilidade de topar, chutar algo, até mesmo cair, aumenta significativamente.

Se você ainda for aluno, universitário, de preferência, pois este tem mais liberdade de escolha, caso esteja num aula chata e você não esteja com nenhum pingo de interesse, porque não ler um livro? Melhor que conversar e atrapalhar os interessados na aula. Importante aí, a discrição, afinal, alguns professores podem se incomodar com tal ato.

Pessoal, eu já fui noveleiro, sei como é, mas convenhamos, qual a graça de assistir algo que o final é sempre o mesmo. Os bonzinhos terminam felizes para sempre – doce ilusão –, todo mundo se casa – tremenda ilusão – e os vilões são divididos em três grupos: os que morrem, os que se dão bem e os que são presos ou internados. Eu lhe garanto que livros tem uma variedade bem maior de possibilidades. Sem falar que, para quem sofre de insônia, livro é um ótimo remédio, pois das duas, uma: ou terá muito tempo para ler livros, ou o livro dar-lhe-á sono.

Mais uma dica, se seu trabalho não exigir muita agilidade e movimentação – como um escritório, por exemplo –, e se você tiver algum período, por mais que seja curto, para dar uma corridinha ao livro, faça. Além de aprender mais, você ainda faz uma média com o patrão, que certamente gostará de um empregado tentando aprender, o que certamente traz benefícios para o seu desempenho.

Agora, a minha dica principal. Leia em filas de banco, pagamento, em espera para consultas médicas etc. Obviamente essa dica serve apenas para os que vão para filas constantemente – meu caso. Porque ficar horas numa fila, olhando para o nada, para a cara das pessoas que também estão sem ter o que olhar? É um momento que, dependendo da segurança do local, você pode se dedicar mais profundamente para a leitura, tendo como única preocupação, apenas olhar se a pessoa a sua frente andou, para acompanhar a fila. Você aproveita um tempo que não seria bem aproveitado e ainda transforma um momento que sempre é chato – quem gosta de passar horas numa fila para, quando chegar a sua vez, ter que dar dinheiro? Se fosse ao menos para receber... – em outro bem mais proveitoso e, no mínimo, mais interessante que olhar para pessoas entediadas.

Pois bem, está feita a campanha: Agora Não Tem Mais Desculpa, Leiam Até Dar Tontura! Sempre que puderem, leiam mais, garanto que nada perderão.



CA Ribeiro Neto
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* Amanhã é 2010 e que tudo seja melhor do que em 2009 já foi.
* Blogs de Quinta com novas adesões, penso em estipularmos um máximo de 15 integrantes. O que vocês acham?
* Tudo de bom e de sorte para vocês!

ESCUTANDO NO MOMENTO: A Carne - Seu Jorge (Farofa Carioca) e Fagner

LENDO NO MOMENTO: Almanaque Armorial - Ariano Suassuna - Pg. 42 - Livro sensacional

Boa Sorte


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Xerox de uma certidão de óbito

'Xérox de uma certidão de óbito' é uma das minhas crônicas mais recentes, ela que fecha o meu livro. Não tem muito o que explicar, pois a crônica já é auto-explicativa. A série 'O recado está dado' continua na próxima semana, agora com textos que não estão no livro.


Xerox de uma certidão de óbito



Comprei um borrão da xerox aqui perto de casa. Ao invés deles jogarem fora as folhas que por algum motivo a cópia xerocada não ficou boa, eles fazem uns borrões com as folhas de ofício e vendem a um preço razoável. Como é só para meus rabiscos sem importância, o papel também não precisa ser cheio de frescura.

Curioso que sou, fui folhear o borrão, mas olhando o que estava xerocado do lado que certamente eu não iria escrever nada. Entre páginas de livros, de documentação em geral, uma me chamou especial atenção: uma certidão de óbito.

O cara era paraguaio, tinha residência em Goiânia, mas morreu aqui em Fortaleza. Siderúrgico, casado, quarenta e sete anos e não tinha nenhum pertence materialmente de valor. Morreu atropelado numa avenida federal.

Impossível não pensar no que esse cara fazia por aqui! O que será que ele veio fazer por Fortaleza e acabar morto assim? É certo que aqui não há siderúrgicas, então não veio a trabalho. Pode ser que ele tenha vindo por alguma coisa ilícita. Vai que o cara é matador de aluguel nas horas vagas, ou devia uma nota a alguém e veio fazer um servicinho por aqui para pagar sua dívida. Se for isso mesmo, seria o caso de considerar a morte dele como um simples atropelamento mesmo?

A família que ele deixou esperando, será que mora no Paraguai ou em Goiânia? Depois de uma pesquisa rápida, afirmo que existe siderúrgicas nos dois lugares. Se for no Paraguai, ele não via a mulher, e talvez uns filhos, há muito tempo, suponho. Se for em Goiânia, o que será que ele disse aos parentes próximos antes de sair de casa? De repente, ele nem avisou, talvez até estivesse por aqui fugindo de casa.

O cara já se aproximava dos cinqüenta anos e não estava com nada de valor. Esquisito, se pensarmos num atropelamento, unicamente. Quem sabe é verdade o que falei antes, do tal servicinho, aí os que despacharam-o aproveitaram e raparam os bolsos dele também. Digamos que foi a gorjeta. Ou então algum ladrão passou por lá antes da polícia ou da ambulância e surrupiou o paraguaio. Não precisa nem ter sido um ladrão de ofício, basta algum humano não muito bom do juízo que resolveu seguir o ditado que diz: a ocasião faz o ladrão.

Agora, analisando bem a xerox no borrão, ela não aparenta nenhuma imperfeição. Porque será que ela não foi entregue ao cliente que quis a xerox do documento? Será que o cliente encomendou a cópia para pegar depois e não voltou, ou o cara que manuseia a máquina se interessou pelo documento e tirou duas? O que será que o operador queria com essa certidão? E se ele for um curioso escritor também? Será que existe outro texto por aí falando desse mesmo siderúrgico paraguaio, dessa morte e dessa certidão?

De qualquer modo, os mortos e os vivos, que todos descansem em paz.

CA Ribeiro Neto

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* É Natal! Comemorem o que acham que devam comemorar!

* Talvez eu viaje próxima semana, então não sei como será a próxima postagem...

* Caso ela não ocorra, também já deixo um Feliz Ano Novo a todos!

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ESCUTANDO NO MOMENTO: Sinal Fechado - Paulinho da Viola

LENDO NO MOMENTO: Almanaque Armorial - Pg. 35 - Ariano Suassuna (mas ainda continuarei o Contrato Social).


Boa Sorte

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Siqueira?

Bem, agora posto um conto: 'Siqueira' é um texto já bem velhinho, escrito em 2005, onde, na minha opinião, tem um dos diálogos mais saborosos que já escrevi. Realmente me orgulho desse diálogo, mas vamos ver se vocês gostam. Para essa série, 'O Recado está Dado', eu tinha selecionado 8 textos, do quel esse é o terceiro, mas, como escrevi uma fábula ontem que se encaixa nessa série, adcionarei a fábula para fechá-la.

Siqueira?

Ana aceitou sair com ele mais uma vez, só pela consideração aos 3 anos e 7 meses de namoro. Ela sabia que ele ia tentar de tudo para reconquistá-la e então ficou ensaiando o que dizer quando o indivíduo começar a mentir.

João Paulo já era escorraçado pelas amigas de Ana. Pela família então, não queriam nem escutar o nome dele. Mas é que o pobrezinho era tão prestativo... fica ajudando a tia solitária e doente, que mora distante e tem recaídas coincidentemente em horários inusitados. Uma mentira tão bem elaborada, que engana a todos no começo e só a apaixonada no final.

Conselho é sempre bom, o que deveria ser pago era a assimilação da ajuda em forma de palavras, afinal, tentativas das amigas não faltaram, o problema é que todos merecem mais uma chance...

Se encontraram na lanchonete de sempre, beijos no rosto, um abraço forte (por parte dele) e foram se sentar, pediram o de sempre (será que tudo vai se repetir?) e começaram a conversa:

- Ana, eu quero que saiba que sei que errei e não vou inventar nenhuma desculpa.
- João, isso já é outro problema! Vamos primeiro tratar do que já temos!
- Está bem! Sabe a minha tia?
- Eu sei que não tem tia!!
- É verdade... não tem, mas é que não posso te contar a verdade...
- Você está me enganando a mais de 3 anos e 7 meses???
- Não sei quem eu tou enganando, você ou eu...
- Você deve ser muito besta pra se enganar...
- Ana, eu sou casado.
- Que??? — Chega o garçom, todo embaraçado (como sempre) e deixou o pedido deles, o que esfriou um pouco a conversa. Quando ele foi embora, JP torna a falar:
- Minha mulher está doente, em estado crítico, um câncer... por isso não posso me divorciar, tenho que ajudá-la. Eu achava que ela era o amor da minha vida, até te conhecer, só que aí já era tarde demais, já estava casado e tendendo à viuvez. Se eu te contasse tudo isso, teríamos namorado?
- Não...
- Só me restou viver este amor proibido contigo enquanto as coisas não mudam...
- Eu não vou ficar esperando a tua mulher morrer!
- E eu nem te peço isso! Vou me afastar da pessoa que mais amo para não machucá-la!
- Não! Olhe... podemos nos encontrar de vez em quando... quando a saudade apertar...
- Se for quando eu sentir saudades, então vai ser sempre!
- Ô...amor! — Um beijo acontece.

O garçom, apaixonado por Ana, esmurra um pobre cachorro-quente. Ana e João Paulo passam mais duas horas juntos e depois ele se despede dela, porque tem que ir para casa que fica em Messejana.

No terminal do Papicu, ele pega o ônibus que vai para o Siqueira, passa um lenço nos lábios, pega um perfume na mochila e se reperfuma.

CA Ribeiro Neto
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* Ganhei o Almanaque Armorial de Ariano Suassuna do meu irmão pela minha formatura!
* Desse jeito vou estudar para me formar num curso em cada ano! heuhreurherhuh
* Nessa segunda-feira será a minha colação de grau, na Assembleia Legislativa e com transmissão ao vivo pela TV Assembleia, canal 30, às 18h.
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Novamente - Ney Matogrosso - CD Inclassificáveis (música linda, meu Deus).
LENDO NO MOMENTO: Do Contrato Social - Rousseau -Pg. 53 (essa li umas crônicas de um outro livro, por isso não adiantei mais esse... e com esse do Suassuna, não sei como ficará a leitura do Contrato... hehehe).

Boa Sorte

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Desculpe, foi involuntário

Continuando a série 'O recado está dado', 'Desculpe, foi involuntário' é uma conversa direta entre alguém fictício e o meu pseudônimo Wallace Lago. Ele simplesmente gosta de falar coisas às mulheres, independentemente dos resultados que aquele ato possa causar.



D
esculpe, foi involuntário!

Involuntariamente procuro mulheres diferentes de você, mas dessa vez foi diferente.

Saiba que, apesar de não lhe conhecer, não estou lhe aprovando só pelo físico. Alias, seu corpo só está me servindo como meio para descobrir coisas suas, que nem todos percebem.As formas e tonalidades da maquiagem de seus olhos, boca e o estado do seu cabelo revelam uma mulher vaidosa, porém, para si mesma, não para se mostrar.

A atenção que dá para o texto segura, não é facilmente encontrada na espécie humana, mesmo que essa atenção não esteja voltada para a leitura, e sim para pensamentos vagos.


No entanto, sua panturrilha freneticamente movimentada, revela uma inquietação diante de uma agonia (seja em relação à leitura ou à pensamentos vagos). E mais, demonstra a vontade de agir e resolver logo o problema.


Continuando o olhar sua pantorrilha e agora também a parte da coxa que a saia não cobre, tiro duas possíveis conclusões: ou acrescenta a hipótese da vaidade, talvez você vá à academia ou corra sempre pela beira da praia; ou avisto as pernas de uma mulher trabalhadora e que aqueles contornos são frutos do trabalho árduo.


Pelas suas vestes, percebo que não passa necessidades, mas também não nada em dinheiro. Além do mais, sua expressão facial transparece humildade, vontade de viver e nenhuma frescura.


Vou parar por aqui, pois não quero que se assuste e, antes que pergunte o que quero, lhe respondo com franqueza: nada!


Involuntariamente procuro mulheres diferentes de você.


Wallace Lago
(CA Ribeiro Neto)
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* Uma prova na sexta para oficializar o fim das aulas...
* Passei no 3º semestre da Casa de Cultura Portuguesa, porém, não estou totalmente feliz com isso.
* De resto, tudo na mesma.
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Wave - Nara Leão
LENDO NO MOMENTO: Do Contrato Social - Rousseau -Pg. 53 (É, agora deu pra dá uma adiantadazinha na leitura)

Boa Sorte

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Aplausos

Bem, 'O recado está dado' é uma série de crônicas que tem algo em comum: alguém passa um recado para outro (s). E começo com 'Aplausos', uma crônica que aborda, ou pelo menos tenta, o casamento de forma bem humorada. Boa leitura!


Aplausos


Depois do casamento na Igreja Matriz, todos foram para o buffet perto dali.

Uma banda tocava as já tradicionais músicas dos anos 50 e 60, indo de vez em quando à década de 80. Alguns dançavam no salão, sobretudo as tias que adoram gastar a aposentadoria em hidroginástica e viagens. Alguns conversavam nas mesas, sobretudo os homens da família que só conversam sobre futebol e, o que é pior, futebol local. E muitos, muitos mesmo, comiam, sobretudo os amigos de amigos, os amigos distantes, ou seja, os que só foram convidados porque viram alguma coisa no orkut, ou os que tinham que ser convidados só para não ficar chato.

Já ocorrera a valsa, o corte do bolo, as fotos piegas e agora a banda parou um pouquinho, porque todos pediam um discurso do novo marido, antes que a nova esposa jogasse o buquê para as amigas desesperadas.

Ele sobe ao palco com uma tacinha fina, dessas de champanhe, cheia de cerveja, bate no microfone para saber se realmente está ligado e começa.

“Primeiro quero agradecer a presença de todos aqui, até dos que eu não conheço! Segundo, quero mandar um recado aos meus amigos solteiros. Esse negócio que o pessoal fala de casamento ser ruim e tal. Eu, pelo menos, estou casado a três horas e tá beleza! Ainda mais, só em pensar que depois vem a lua-de-mel, então...(aplausos)!

Aliás, essa história também que o pessoal reclama de 'ah, fazer sexo com a mesma pessoa para o resto da vida é ruim demais'. Pessoal, você só vêem o que seria ruim! Mas entendam assim, você não precisa conquistar mais ninguém para levar à cama! Só Chegar com um vinhozinho, um chocolate, faz uma brincadeira e pronto, já tá valendo (aplausos menos entusiasmados que o primeiro)!

E outra coisa quanto a isso, pelo meno eu pretendo, conforme nossos dias de casados irão aumentar, ir variando e experimentando novas coisas! Vou até comprar um kama sutra (aplausos menos entusiasmados ainda)!”.

Ele olha para a esposa, toda envergonhada, e dá um sorriso e uma piscada de olho. Só então os aplausos voltaram ao entusiasmo inicial. Então que ele continua.

“Pois bem, tenho que confessar uma coisa. Nunca sonhei em me casar, mas sonho em ter filhos. O casamento me servirá apenas como credencial para o meu sonho. Porque, não importa a situação do cabra: se ele tem filho sendo solteiro, é sempre irresponsabilidade, já se filho vier depois de casado, sempre podemos fingir que foi planejado (muitos aplausos)!

Gente, falando sério, até agora eu só tava rindo para não chorar (interrompido por risadas generalizadas)! Mas agora é sério mesmo. Eu tava brincando assim, porque, enfim, estamos numa festa, mas quero dizer que essa data é muito importante para mim. Não importa o tanto que dizem que casamento não vale mais nada, só dá pra saber se não vale mesmo se pelo menos tentarmos. Por isso tou aqui, casando com quem quero viver para o resto de minha vida, não necessariamente casado. Se não der certo, a gente se divorcia e continua namorando (Aplausos que não acabavam mais)!

Obrigado pela presença e consideração de todos!”.

Depois foi só descer do palco e cumprimentar praticamente todos os convidados da festa que queriam lhe parabenizar pelo discurso.



CA Ribeiro Neto
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* De um total de 1519, a minha crônica 'Agentes na passiva' está entre as 100 melhores do II Prêmio Literário Cidade de Porto Seguro-Crônicas. E concorrendo ao prêmio de 1000,00 para a melhor crônica, que sairá dia 2 de janeiro!
* Pouco mais de uma semana para as férias... socorro!!!!
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Berimbau - Na voz da minha musa Nara Leão
LENDO NO MOMENTO: Do Contrato Social - Rousseau - Pg. 35 (Nas férias eu prometo que desconto isso...)

Boa Sorte

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Procure o V de sua vida VIII

Saudações Alvinegras!!! Em ritmo de comemoração pela subida do Ceará à 1ª Divisão do futebol nacional, encerro essa série! Pois bem, encerro com a poesia em revista que começou essa série; a que foi fruto de um real sentimento e que, talvez por isso, eu considero a melhor desta série. Próxima semana posto uma série de crônicas - viu, Hermes - intitulada 'O Recado está dado', com 4 crônicas do meu livro 'Meio Humano, Meio Urbano' - A, D, S, X - e 4 que não fazem parte.



CA Ribeiro Neto
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* Dia 11 de dezembro, chegue logo antes que eu endoide!
* Nunca pensei que um trabalho sobre Messejana me desse tanta dor de cabeça...
* www.aondeeuestavamesmo.blgospot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Pérola Negra/ A Coitadinha Fracassou - Luiz Melodia
LENDO NO MOMENTO: Do Contrato Social - Rousseau - Pg. 34 (Os trabalhos estão me matando, mal tive tempo de lê-lo.

Boa Sorte

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Procure o V de sua vida VII

Primeiramente, calma! Vocês estão no blog certo sim! Durante toda essa semana o meu blog ficará com essa cara em homenagem ao antigo nome do Grupo Literário que eu tenho a alegria de ser membro e cordenador. O nome antigo, como podem ver, era Grupo Literário APPLE e agora se chama Grupo Eufonia de Literatura (ainda não oficializado). Mas, enfim, vamos à postagem: não tem muito o que comentar na postagem de hoje. Próxima semana será a última postagem dessa série, com a poesia em revista que começou tudo isso e que eu acho a melhor de todas!









CA Ribeiro Neto
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* ATENÇÃO: como esse layout é só para essa semana, as postagens passadas estão configuradas para aparecerem com letras vermelhas e amarelas, então, a visualização delas em contraste com esse plano de fundo verde, deixaram-a feias! Mas é só essa semana...
* Hoje comemoramos 3 anos e 6 meses de Grupo Literário Eufonia!
*Aliás... Grupo Literário Eufonia ou Grupo Eufonia de Literatura?

* Esse novo orkut é meio esquisito, mas talvez eu me acostume a ele...
* Louco por férias...
* www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Sangrando - Gonzaguinha

LENDO NO MOMENTO: Do Contrato Social - Rousseau - Pg. 33 (Eu já leio devagar, filosofia, então, mais lento ainda...)

Boa Sorte

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Procure o V de sua vida VI

Bem, pessoal, acho que vocês já estão cansando dessa série, mas depois dessa só tem mais 3... hehehehe. Bem, nessa eu não vou explicar nada, acho que está bem óbvio - e o que é melhor, acabou as críticas, agora só observações até elogiosas ou simplesmente constatações. Hermes, depois dessa série eu faço uma série de crônicas!



CA Ribeiro Neto
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* Falta um mês para eu terminar o semestre e o curso... Graças a Deus!
* Falta uma semana para entrar de férias das aulas da Escola Vila... Que pena...
* Falta três dias para a decisão do novo nome do Grupo Literário APPLE... Ainda bem!
* Falta-me paciência para a ansiedade de um tudo... horrível isso...
* Falta alguns segundos para estrear algo novo no meu blog... espero que gostem!
* www.aondeeuestavamesmo.blogpost.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Não dá mais pra segurar (explode coração) - Gonzaguinha --> ow música bonita da porra, mermão!

LENDO NO MOMENTO: Do contrato social - Rousseau - Pág 26.

Boa Sorte

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Procure o V de sua vida V

Continuando a série de poesias em revista, coloco mais uma reflexão. Essa, pensando agora, acredito que está faltando algo. A intenção é falar da "VAIDADE" e relacioná-la com "VÁ IDADE", sendo que, como podem perceber, não coloquei o acento no "A". Falo aí da luta travada pelos humanos que, ao correr da idade, aumentam a carga de vaidade e da vontade de continuar cada vez mais atraente para uma sociedade tão taxativa, que acaba criando esteriótipos e esquecem que a graça dos seres humanos é justamente a diversidade.








CA Ribeiro Neto
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* Em breve, o futuro nome do Grupo Literário APPLE.
* www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Violão Vadio - Diogo Nogueira e Marcel Powell
Boa Sorte

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Procure o V de sua vida IV

Bem, depois de uma polêmica grande - e acredito que foi a polêmica maior dessa série - venho agora com uma crítica às forças militares. Pra mim, é um absurdo escolher quem entra no exercito por um sorteio, entrando quem não quer e ficando de fora quem quer. Sem falar no autoritarismo exacerbado e, ao meu ver, sem sentido. Enfim, essa acredito que seja mais complicada de entender o que eu fiz, mas também não está impossível! hehehe




CA Ribeiro Neto
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* Quanto à polêmica da semana passada, pelos comentários, acho que todos entenderam da crítica ao fanatismo. Mas volto a repetir que respeito todas as religiões!
* Continuando sem novidades.
* www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Hino da repressão - Chico Buarque

Boa Sorte

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Procure o V de sua vida III

Bem, continuando a série de poesias em revista. Chego numa bem polêmica. Acho que é conveniente dizer que sou deísta (acredito em Deus, mas não tenho religião nenhuma) e respeito todas as religiões. Acredito que, no geral, elas fazem mais bem do que mal. Mas tem alguns procedimentos que eu não concordo e é isso que eu critico nessa poesia de hoje. Vamos ver o que sai de comentário...


CA Ribeiro Neto
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* Nenhuma novidade nessa semana...
* www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: É Mágoa - Ana Carolina "Acabei chegando na sua rua/Na dúvida qual era a sua janela/Lembrei que era pra cada um ficar na sua/Mas é que até a minha solidão tava na dela"

Boa Sorte

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Procure o V de sua vida II

Continuando a série 'Procure o V de sua vida', primeiro queria dizer que gostei muito das interpretações feitas a cerca do primeiro post. Esse segundo é um tanto mais fechado a margem de interpretação, não vou falar muito sobre ele, para que vocês me digam o que vêem. Vamos lá!





CA Ribeiro Neto
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* Bem, o decreto anunciado semana passada não foi implantado de fato, por mudanças de percurso, mas, de qualquer jeito, estou bem menos ocupado do que em semanas anteriores.
* Dois meses para eu me formar!
* www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Cirandar (Martinho da Vila) - Seu Jorge Live at Montreux
Boa Sorte

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Procure o V de sua vida

Bem, agora que passou o momento sem série, volto a fazê-lo. Postarei aqui, numa série de 10 post, uma sequência do que já ouvi falar em Poesia em Revista. É uma poesia que é mais uma imagem, uma foto que palavras mesmo. Eu brinco com um ou poucas palavras, encontrando palavras dentro das outras. Início com o título da série, que é também o título da poesia conjunta 'Procure o V de sua vida'.






CA Ribeiro Neto
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* Hoje, às 17h, decreto um intervalo de descanço de uns 8 a 10 dias em minha vida...
* Mas ainda haverá a ansiedade da entrega das notas...
* Texto novo da Fau em www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Fogo e Gasolina - Roberta Sá e Lenine
Boa Sorte

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Feliz inesperado aniversário

Bem, ao contrário do que falei semana passada, não começarei uma nova série. Vou postar um texto avulso - um crônica, como muitos pediram - e depois vejo o que posto na próxima semana.
Meu aniversário foi na segunda-feira passada e geralmente faço uma postagem especial em homenagem a mim mesmo. Mas nesse ano eu não planejei nada disso, entenderão porque na crônica, mas tive que escrever essa crônica depois do que me aconteceu no dia 28 de setembro de 2009. Acho que nunca falei tanto de mim num texto meu! Tomara que gostem.


Feliz inesperado aniversário




Nunca fui muito de aniversário, muito menos esse. Não estava com vontade, ânimo, nem motivo para comemorar, afinal, tudo na minha vida está ainda incerto por demais e isso muito me inquieta. Bobo que sou, elaborei minuciosamente e com antecedência todos os caminhos para me esquivar de toda e qualquer manifestação de festa que fossem organizar ou promover no meu aniversário.

Nada podia dá certo. Não sei direito, mas, aparentemente, eu queria mostrar para o mundo todo – ou para o mundo ao meu redor – que eu não estou bem, o que é, de fato, verdade. Sei lá, tantas coisas na vida me imprensando contra a parede. Faculdade, trabalho, futuro e mais. Também, as vezes, talvez agora, faço-me muito de coitadinho, mas sempre coitadiando-me com a verdade, sem invenção.

Chegou o grande dia, vinte e oito de setembro, fiz vinte e três anos. Vou para a Casa de Cultura Portuguesa, para minha aula de português. Antes de continuar, preciso falar mais desse curso. Comecei a estudar lá no meio do ano passado, querendo aprender mais de minha língua pátria, e assim, evoluir em meus escritos literários e acadêmicos. Aprendi bem mais que isso, logo no primeiro semestre fiz grandes amigos, principalmente um grupo de “concurseiras” que sempre deixam-me fora do assunto! Ao contrário do que acontece nesses cursos de línguas, fizemos uma grande amizade.

No segundo semestre essa amizade se intensificou, quando fazíamos festas de aniversariantes todo santo mês, o que era bem interessante. No terceiro semestre, esse atual, a maioria de nós ganhou problemas novos ou intensificou os antigos, o que não diminuiu a amizade, mas extinguiu festas e comemorações.

Bem, voltando ao dia do meu aniversário, vinte e oito de setembro, fui para a aula, com todos os planos friamente elaborados previamente. Chegando lá, ninguém me deu os parabéns. No final da aula, pediram-me para xerocar o material de revisão e, então, saí da sala. Quando volto, eis o que tenho a minha frente? Uma festa.

Plano A, plano B, não lembro mais de nenhum! Além de não botar em prática os meus planos, ainda fui enganado, duas coisas que não gosto que aconteça, mas que, no entanto, não me chatearam de jeito nenhum. Pelo contrário, adorei a surpresa!

Era uma festinha bem simples. Um bolinho de supermercado, um refrigerante, os poucos amigos que restaram em pouco mais de um ano – as “concurseiras” –, a professora – que disse que imaginava qual tinha sido o meu pedido na hora de apagar as velinhas, em referência à prova da próxima semana – e eu com um sorriso enorme no rosto.

Realmente eu tinha muita coisa para fazer depois da aula, e eu já estava cansado com antecedência, além do cansaço acumulado das várias semanas de estudo e trabalho, mas naquele momento eu estava feliz e renovado – fato que não estava previsto na elaboração dos planos.

Pensando depois, entendi porque brasileiro gosta de comemorar aniversário, feriado, carnaval e tudo mais: são os momentos que podemos fugir de nossos problemas e de nosso mundo desigual e injusto e ter um pouco de felicidade. Pão e circo: necessitamos disso.


CA Ribeiro Neto

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* Pesquisa sobre o PSB, jajá termino você.
* Provas de Direito Ambiental e Direito Administrativo no sábado.
* Prova da casa de cultura portuguesa adiada para quarta, menos mal.
* Depois de tudo isso, acredito que respirarei.
* www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Acreditar (D. Ivone Lara) - Orquestra Imperial - Baile de São Sebastião
Boa Sorte

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Quando meu coração parar

'Quando meu coração parar' foi escrita num carnaval em Guaramiranga. Logo depois do final da banda Fulano Falando, eu e Rafael Parente, baixista da referida banda, ficamos mais próximos e compomos duas músicas - letra minha e música nossa. Essa escrita aqui abaixo, virou um forrózim, mas que, como não construímos uma outra banda de fato, essa música ficou apenas na lembrança de um momento bom. O estrofe que falei na semana passada é o último, adoro ele, mas o começo é muito elementar, não gosto muito. Próxima semana estou em dúvida se posto um conto grande, dividido em capítulos ou uma série de poesias de uma palavra só que tenho, o que vocês preferem?


Quando meu coração parar

Vou te esquecendo na medida do possível,
Mas na verdade ainda dói.
O que acontece é até meio previsível,
Mas mesmo assim ainda corrói.
No nosso amor tudo era muito bonito,
Não só embaixo dos lençóis.
Quando me lembro do fato ocorrido,
Chorando, eu penso em nós.

Se meu coração para de bater
Quando você passar,
É que demorei a te esquecer,
mas terei chegado lá.

- Que cidade pequenina,
Olhando-a daqui de cima
E eu escutei o seu sorriso...
Entre milhares de habitantes,
Te vejo, a todo instante,
Em outros rostos femininos.

CA Ribeiro Neto
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* Que chegue logo outubro, preciso descansar...
* Direito ambiental, eu odeio você.
* PSB, me aguarde...
* www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: É tão triste cair - Nelson Cavaquinho - Programa Ensaio - No final dessa música perguntam por Paulinho da Viola, então que ele diz: "Ah, eu tenho Paulinho como a... Chico Buarque, não posso lembrar o nome de todos, tem Gilberto Gil, tem uma infinidade de meninos por aí que são perigosos, hein!"

Boa Sorte

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Faça o favor

'Faça o favor' é um samba (quase que óbvio sambas vindo de mim) que fala de um homem que busca sua inocência diante de algo que ele afirma não ter feito, mas, como todos sabem, as mulheres quase sempre têm razão, e quando não têm, conquistam! Ela faz parte da série 'Músicas a espera de músicos', que acaba na próxima semana com uma poesia que nela contém os versos mais interessantes que já escrevi, na minha opinião (mas que não faz com que seja a poesia toda mais interessante).

Faça o Favor

Não tenho nada a declarar
Porque não sei nem o que fiz
Então faça o favor de explicar
A este pobre infeliz

Errado, sei que não tou
Mas não sou dono da razão
Então, faça o favor de explicar
Tamanha incompreensão

Tanto ódio, tanta fúria
Faça o favor de explicar
Porque ficar feito muda

Não fala nada, só lamúrias
Faça o favor de explicar
Motivo de tanta repulsa

CA Ribeiro Neto
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* Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o Privado.
* Direito Ambiental.
* História do PSB.
* Tudo pesquisa que tenho que fazer...
* www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Maria Moita - Nara Leão - Programa Ensaio
Boa Sorte

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Aflição

'Aflição' é uma poesia minha das mais antigas, com uma linguagem bem inocente e consciência poética mais ainda. O começo é muito bestinha, mas, acho, que o final vale a pena. Como música, começou sendo uma bossa-nova, mas em sua última versão no eMeloDia, atual Baque Lírico, era um samba, mas que começava com uma batida mais tecno. Antes que comecem a pedir, a única gravação que tenho é muito ruim e não vou passar não! Essa é a quarta poesia de um total de seis da série 'Músicas esperando músicos'.



AFLIÇÃO


Esta dúvida que me mata,
Que me arranca o coração.
O que eu mais queria saber
É se ela vai me querer ou não


Todo dia me pergunto
E não encontro a solução.
Se continuo a amá-la
Ou devo esquecer essa paixão.


Minha paixão pode ser correspondida
Ou pode ser loucura.
Fico olhando para o teto do meu quarto,
Esperando que a noite escura
Traga-me a resposta
Para livrar-me da tortura,
Que é amar na solidão
Nos braços da amargura.

CA Ribeiro Neto
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* Quanto ao post passado, 'Menina danada', ela não é uma referência a uma mulher não tão criança não. Fiz pensando em uma menininha mesmo.
* A experiência pluripartidarista de 45 a 64 nunca foi tão odiada por mim... maldito fichamento de 84 páginas que não acaba nunca!
* Texto meu, mais piegas que essa poesia, no blog www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Inspiração - Pixinguinha
Boa Sorte

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Menina danada

Acho que todos já sabem da minha grande ligação com as crianças. Adoro brincar com elas, gosto de assistir peças infantis e de vez em quando escrevo textos infantis também. 'Menina danada' é um xote que escrevi já a um tempo, musiquei junto a Victor (Maloca) e Divino e depois a apresentamos num encontro de contadores de histórias infantis na qual eu tive o prazer de ser convidado. Espero que gostem.



Menina Danada

Ôôô...menina danada
Ôôô...menina danada
A mãe chama de traquina
E a vó chama de mal criada.

Quando ela chega
Ela brinca, ela mexe
Ela vibra, ela pede
Ela não mede as consequências

E vai pulando, vai correndo
Vai gritando, vai dizendo
Que todos
Sentiram a sua ausência.

CA Ribeiro Neto
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* Nada de novo
* Segunda posto um texto novo lá! - www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Dama ideal - Luiz Melodia
Boa Sorte

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Meu relógio estagnou

Continuando a série "Músicas a espera de Músicos', 'Meu Relógio Estagnou' nasceu com a proposta de ser uma marchinha de carnaval, mas já pensei nela como variantes para samba de roda. A letra é curtinha porque é pra ser daquelas fáceis de decorar.

Meu Relógio Estagnou


REFRÃO - O meu relógio parou
Hoje ele não conta mais
Oh, meu amor, ele estagnou
Mas também não olha pra trás


Me esforçei
Pra que o relógio do meu coração
Não parasse jamais de rodar

Mas agora que o pranto já secou
Não me fale de amor
Que falta você não me faz.

CA Ribeiro Neto
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* Grupo Literário APPLE nesse domingo!
* Tudo relax, tudo tranquilo, numa boa.
* Tem atualização no www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO:O pouco que sobrou - Los Hermanos
Boa Sorte

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Perdoa, meu coração

Iniciando a nova série 'Músicas a espera de músicos', 'Perdoa, meu coração' é um samba-rock que eu até já gravei, porém, minha voz não é das mais apropriadas ao canto. Essa série terá um total de 6 letras de músicas minhas (Meu relógio estagnou; Menina danada; Aflição; Faça o favor e Quando meu coração parar). Espero que gostem.

Perdoa, meu coração


O travesseiro do meu quarto
Já não seca mais
O choro que engole

O som do meu quarto
Já não supera mais
Meu grito de dor enorme

O teto do meu quarto
Já não aguenta mais
Ser visto com seu nome

O espelho do meu quarto
Já não reflete mais
O sorriso de um homem

Eu sou seu, sou só seu (3x)
Eu sou seu,

Perdoa, me perdoa
perdoa, meu coração,
Me perdoa

Perdoa, me perdoa
Não me deixe na solidão
Me perdoa

Não me deixa assim
Não me deixa sem ti
Não me deixa insano
Amor, eu te amo tanto

Eu sou seu, Sou só seu (3x)
Eu sou seu,

Perdoa, me perdoa
perdoa, meu coração,
Me perdoa

Perdoa, me perdoa
Não me deixe na solidão
Me perdoa

(Refrão 2x)


CA Ribeiro Neto
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* Não aconselho muito, mas quem quiser ouvir a música, é só me pedir.
* Além das 6 músicas dessa série, existe outras letras minhas que não estão na série por já terem sido postadas aqui no blog, tais como Canoeiro; Pranto, um santo remédio; sempre o mesmo mar etc.
* Grupo Literário APPLE com novidades, interessados, por favor, perguntar-me.
* www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Eu apenas queria que você soubesse - Gonzaguinha
Boa Sorte

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Era para apenas rir

Finalizando a série 'Sociedade', a crônica que mais gosto de ter escrito até então. 'Era para apenas rir' nasceu de um sábado pela manhã, onde eu ainda estava pensando em meus estudos sociológicos. Assisti ao vídeo 'Os Quíntuplos de Pluto' e me inspirei. Quem quiser assistir o desenho antes ou depois de ler o texto, aqui está: http://www.youtube.com/watch?v=0bScekBVnY8
Próxima semana começo a série 'Músicas a espera de músicos' com uma lista de letras de músicas que fiz, mas como abandonei a música profissionalmente, elas ficaram inutilizadas.

Era para apenas rir


Não sei o quanto meus estudos políticos e sociológicos me fazem mal ou bem, mas as vezes acho que exagero. Dia desses, eu estava assistindo a um desenho da Disney na TV. Pluto, sua companheira e seus cinco filhotes são as personagens do desenho.

É bem verdade que o episódio foi criado em 1937, ou seja, depois da Quebra da Bolsa de Valores e antes da Segunda Guerra Mundial, mas eu vi muitas referências do que foi a destruição da ideologia do Estilo de Vida Americano, que começou no Crack da Bolsa, mas que só se configurou realmente tempos depois, no movimento de contra-cultura (hippies, feminismo, entre outros).

Vamos ao filme 'Os Quíntuplos de Pluto'.

O filme começa com os cinco filhotes dormindo e os pais em momento de afeto. Quando passa um senhor com lingüiças à mostra. Então que, depois de uma pequena confusão, a cadela, autoritariamente, manda que seu “marido” fique em casa, cuidando das “crianças” enquanto ela iria atrás da comida.

Percebe-se aí, dois pontos importantes. O primeiro seria o autoritarismo da mulher, que até então não existia, e o segundo, a saída da mulher para sustentar a casa. Quebrando então, as bases da família patriarcal.

Daí, que o pai fica em casa para cuidar, desastrosamente, das crianças. A pouca desenvoltura, juntamente com a falta da devida atenção, faz com que as crianças consigam fugir e começam a seguir uma minhoca – aí vejo, pelo menos em minha mente, uma referência à cobra da história de Adão e Eva, que não faz diretamente os primeiros humanos errarem, mas leva eles para tal caminho – e assim, a minhoca guia-os para um caminho que os leva à escuridão – existe algo mais escuro do que porão? Pois é lá que eles entram!

Lá dentro, eles se deparam com uma mangueira – bem maior do que uma minhoca, mas que age como uma cobra também – que exala algum tipo de gás. A mangueira apavora os filhotes e, passando perto de algumas tintas e outros objetos, acaba pintando cada um de cores e de formas diferentes.

Veja que, no Estilo de Vida Americano tudo era meio que padronizado. E os jovens não tinham muitas opções de escolhas e acabavam por ser todos parecidos, na forma de pensar e de agir. Com essa ideologia derrubada...

Voltando ao desenho, o pai, escutando o barulho vindo do porão, corre para salvar os filhos, mas se mete em muitas confusões até cair embaixo de uma garrafa de bebida alcoólica que derrama caprichosamente seu conteúdo na boca de Pluto. Vale lembrar que ele também se sujou com a tinta, não completamente como os filhos, mas em partes consideráveis e de várias cores diferentes.

Quando a mãe volta para a casa com o fruto do seu trabalho, encontra seus filhos diferentes do que eram e o marido alcoolizado. Ela repudia-os, evita a aproximação deles e expulsa-os de casa. Nada mais igual do que as mães que passam o dia fora de casa trabalhando, não sabe da vida e da rotina dos filhos e desentendem-se e divorciam-se do marido.

Acabando o filme assim, deixo claro que não quero dizer que o autor do roteiro desse desenho estava querendo passar alguma mensagem, ou que ele profetizou em alguns momentos. Realmente cogito a hipótese de ser apenas uma coincidência. O fato é que ele, talvez sem querer, talvez inconscientemente, talvez propositalmente, descreveu características da sociedade em que ele vivia, e mais, acabou acertando elementos da sociedade futura.

Hoje, pensando naquele dia, percebo que fiquei com uma ótima idéia na cabeça e nenhum sorriso no rosto.


CA Ribeiro Neto
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* Agora Professor de português, história, geografia e redação na Escola Vila (preparatório para o IFCE - antigo CEFET-Ce).
* Fora isso, tudo em sua normalidade.
* www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com foi atualizado, por favor, leiam o maravilhoso texto de Fau Ferreira.
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Quintais, O meu aboio - Gonzaguinha
Boa Sorte

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Agentes na passiva

Agora mostrando meus dois xodós, primeiro vem 'Agentes na Passiva' como Paulo Henrique previu. Essa crônica é fruto de meus estudos de português na Casa de Cultura Portuguesa da UFC sobre voz ativa e passiva. Depois de uma reflexão sobre o que é ser ativo e passivo na sociedade, ela veio. Próxima semana encerro a série 'Sociedade' com meu outro xodó, que acho que meus leitores mais assíduos (Hermes Veras, Paulo Henrique) não devem lembrar qual é!


Agentes na passiva



Os impostos são pagos pela gente. Os políticos são eleitos pela gente. Os deveres são exercidos pela gente. Mas nossos direitos não são utilizados pela gente. E isso deveria ser mudado pela gente. Mas a gente não tem voz. A gente mal age. Somos agentes na passiva.

Os preconceitos são alimentados pela gente. As chacotas são ridas, e propagadas, pela gente. As corrupções são compactuadas pela gente. Do mesmo modo que as filas são furadas pela gente. As cervejas dos guardas são pagas pela gente. As más educações são proferidas pela gente. Os assentos aos idosos não são oferecidos pela gente. As crianças e os velhinhos não são respeitados pela gente. As crianças não são educadas pela gente. As pobrezinhas são presas pela gente. Pânico e stresse são passados a elas pela gente. Elas não são escutadas pela gente. Nossas crianças estão sendo excluídas da sociedade pela gente.

Os problemas ao nosso redor não são reclamados pela gente. Grupos organizados não são formados pela gente. Setores da sociedade não são mobilizados pela gente. Líderes não são acompanhados pela gente. Assim como organizações populares não são lideradas pela gente. A gente se omite. A gente aceita tudo. A gente não grita. Somos agentes na passiva.


CA Ribeiro Neto
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* Fim das férias, amanha recomeça a batalha!!!
* Tou louco para voltar a estudar!!!
* Férias mais que especiais...
* Grupo Literário quase definindo seu horário e local.
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Azul da cor do mar - Ed Motta
Boa Sorte

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Abrangências do azar

'Abrangências do azar' é uma crônica, um pouco confusa, como seu eu-lírico aparenta ser também. Ele coloca um olhar positivista para algo que não tem a menor fundamentação científica, criando uma confusão que, pra mim, sacia os dois lados. Sexto texto da série 'Sociedade', aconselho a lerem com calma para entenderem bem cada parte. Os dois últimos textos desta série são os meus atuais xodós, aguardem!


Abrangências do azar



Eu bem que tento, as vezes, acreditar em superstição, mas minha cabeça funciona bem mais compulsivamente do que simplesmente acreditar numa frase pronta.

Passar embaixo de escadas dá azar. Tudo bem, supondo essa afirmação como sendo verdadeira, incontrolavelmente rendo-me às minhas indagações. Escada rolante conta? Como seu funcionamento é diferente, quem sabe o azar não se vincule a tal equipamento?

Outra coisa, e se o azar considerar como último degrau os andares acima do térreo? Pelo que eu sei não há convenção definindo os limites do azar.

E se os andares de uma casa, apartamento, prédio etc. forem mesmo degraus de suas respectivas escadas, quanto mais ficarmos embaixo delas, mais azar teremos? Ainda aceitando essas ponderações como verdades, em qual progressão – aritmética, geométrica ou até uma outra que desconhecemos – aumentaria esse azar, conforme a permanência embaixo dos pisos?

E ainda mais, também considerando os andares como continuação das escadas, quanto mais pisos tiver no prédio, mais azar teremos? Ou, em base da teoria da prolongação dos degraus, as escadas estariam correlacionadas, formando, então, apenas uma escada e, portanto, apenas uma unidade de medida do azar? Melhor mudar de superstição.

Se um gato preto passar transversalmente à sua frente, terás azar. Pois bem, qual é a distância de tolerância? 100, 500 metros? Um quilometro, mais? Mais uma vez não há uma delimitação da área de atuação da má sorte.

Ainda sobre gatos pretos, se ele estiver parado e nós andando? Há também um cruzamento transversal. Estaremos, então, também atingidos pelo azar? Alguém já pensou na hipótese de passarmos azar para os pobres gatos? Ou gatos não sofrem com azar?

Aliás, antes de tudo isso, azar é acumulativo? Se um gato cruzar à nossa frente, passarmos embaixo de uma escada, quebrarmos espelhos e outras superstições geradoras de azar, não necessariamente nessa ordem, e seqüencialmente, teremos 28, 35 anos de azar?

Olhando mais para a realidade em que vivemos, percebemos que o número de gatos nas ruas de nossas cidades diminuiu e a verticalização dos prédios, e por conseguinte, as escadas, aumentou. Essa correlação manteve a quantidade de azar nos centros urbanos no mesmo nível de antes? Ou seria essa visão macro-social a razão dos problemas de nossa sociedade?

Pensando melhor, prefiro ser cético.


CA Ribeiro Neto
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* Férias acabando...
* Começou o Cine Ceará, apareçam, pois é muito bom!
* Grupo Literário APPLE numa maré boa, é melhor acompanhar!
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ESCUTANDO NO MOMENTO: Lua Cheia - Chico Buarque
*** Mais do que nunca, BOA SORTE ***

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Pra dizer que te amo

Agora iniciando a segunda fase da série 'Sociedade', 'Pra dizer que te amo' é um texto pequeno, onde o fato principal ocorreu mesmo e, aliás, vive acontecendo, mas o que falei sobre o narrador-personagem é tudo invenção.

Pra dizer que te amo



Saio do trabalho às 16 horas. Vou para a praça de alimentação de um shopping próximo esperar minha namorada que só chegará às 17 horas, se ela cumprisse os horários prometidos.

Vou direto para uma das mesas, pois só comerei em companhia de meu amor. Sento-me, pego o celular e fico brincando com um jogo qualquer.

Então que sentam ao meu lado três pessoas: uma senhora na faixa dos quarenta anos, provavelmente a mãe, e dois jovens entre quinze e dezoito anos, aparentemente irmãos. Sentam-se, também não pedem nada e começam a folhear uma revista pequena que falava sobre os Estados Unidos.

Eu não sou de escutar as conversas dos outros, mas a deles especialmente chamou-me a atenção. Desde que eles chegaram, os jovens (supostos por mim como irmãos) praticamente desconsideravam a presença da mulher. Já ela, no entanto, tentava entrar na conversa, em vão, de qualquer jeito.

Os comentários ou perguntas dela não ganhavam respostas ou ganhavam de forma monossilábica e até ríspida. Como pode filhos tratarem sua mãe, ou simplesmente, um ser humano assim? O que terá feito essa mãe para merecer tal carinho? Que tipo de educação eles e/ou mesmo ela recebeu?

Saio do jogo do celular e faço uma ligação:

  • Alô, Mãe? Só liguei pra dizer que te amo!

CA Ribeiro Neto
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* Hoje, mais uma vez, show do Baque Lírico, agora no Acervo Imaginário!
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ESCUTANDO NO MOMENTO: No morro do pau da bandeira - Seu Jorge
Boa Sorte